quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

OS EFEITOS ORTOTRÓPICOS E PLAGIOTRÓPICOS EN PLANTAS (EN PORTUGÉS).

OS EFEITOS ORTOTRÓPICOS E PLAGIOTRÓPICOS EN PLANTAS (EN PORTUGÉS).
Afonso Celso Candeira Valois, Engenheiro Agrônomo, Doutor em Genética e Melhoramento de Plantas, Pesquisador Aposentado da Embrapa.

No artigo disponibilizado por este autor de título “Tropismos e Nastismos em Plantas” publicado recentemente na página do Procitropicos, um dos destaques foi a referência aos fenômenos ortotrópicos e plagiotrópicos. Para quem trabalha com plantas de multiplicação vegetativa, trata-se de uma informação relevante, pois nesse processo existem genótipos que respondem de maneira diferente se no método for usada a multiplicação por estacaquia oriunda de ramos ortotrópicos ou de ramos plagiotrópicos.
Quando os ramos de onde serão retiradas as estacas forem ortotrópicos, isto é, o crescimento vertical positivo for na direção da fonte de estímulo, então as plântulas formarão indivíduos vigorosos, produtivos e com outras características desejáveis da planta matriz selecionada. Caso esses ramos sejam plagiotrópicos, isto é, de crescimento formando ângulo em direção à fonte de estímulo, os genótipos resultantes da multiplicação vegetativa por estaquia serão geralmente fracos, pouco produtivos e com outras características indesejáveis em relação à planta matriz. Um exemplo marcante e que necessita do máximo de atenção é o que ocorre com a pimenta-do-reino (Piper nigrum), pois como é sabido, trata-se de uma espécie essencialmente de multiplicação vegetativa por estaquia para o sucesso do agronegócio por ser alógama, e assim se a multiplicação for por sementes sexuadas, as progênies dificilmente repetirão o valor fenotípico e genotípico da matriz selecionada para tal.
O cultivo da pimenta-do-reino é uma atividade agrícola muito rendosa especialmente em Tomé Açu (PA), mas de implantação bastante onerosa, por envolver a implantação de tutores onde as pimenteiras ficam sustentadas, além das outras atividades fitotécnicas como manejo, tratos culturais, adubação, controle de condicionantes biológicos e outras exigências culturais. Mas toda a previsão de sucesso no empreendimento pode ficar prejudicada se não houver o premente cuidado com a qualidade da muda a ser formada para utilização no plantio. Se as mudas forem advindas de ramos ortotrópicos, os genótipos advindos serão vigorosos, produtivos e com as demais características vantajosas da planta matriz.
No entanto, se no processo de formação das mudas houver um engano capital tendo como origem a escolha errônea dos ramos selecionados para o preparo das estacas, isto é, forem plagiotrópicos, as plantas não terão o crescimento desejado tutorado, pois formarão touceiras, com prejuízos marcantes na produção das pimentas. Infelizmente, em grandes pimentais tem sido bastante comum observar-se essas plantas denominadas de “pimenteiras de saia”, que são imprestáveis ao agronegócio, sugerindo a imediata substituição por parte do agricultor responsável pela plantação. Isso enfatiza que a simples falta de atenção quanto ao detalhe do tipo do ramo utilizado para a produção das estacas de plantio significa uma tremenda perda de tempo e dinheiro no pimental!

EXEMPLO ADICIONAL DOS EFEITOS ORTOTRÓPICOS E PLAGIOTRÓPICOS
A propósito dos efeitos ortotrópicos e plagiotrópicos em plantas , um outro bom exemplo é o que ocorre em seringueira (Hevea spp), onde também é utilizada a multiplicação vegetativa para a obtenção de clones promissores. Trata-se de uma planta alógama e assim, a reprodução por sementes sexuadas não repetirá a planta matriz selecionada devido ao processo de segregação genética. No caso da seringueira, a multiplicação vegetativa usual e pragmática é por borbulhia, pela enxertia das gemas clonais em porta-enxertos recomendados. Nessa planta existem dois tipos de gemas, isto é, aquela localizada na base do pecíolo dos folíolos que é a mais utilizada tanto na enxertia denominada marrom (preferida), como na verde (que dependem do estádio de desenvolvimento do porta-enxerto). O outro tipo é a gema de catafilo situada nos internódios da haste clonal, que pode ser empregada na enxertia verde.
Em ambos os tipos de gemas, a haste clonal da planta matriz tecnicamente tem que ser oriunda de ramos ortotrópicos para possibilitar a formação de mudas vigorosas. Caso, por engano, for empregado um ramo plagiotrópico para a obtenção das gemas, o resultado será desastroso quando da formação das mudas para plantio no seringal, pois serão fracas, de crescimento lento. Um resultado negativo bastante didático observado por este autor foi o crescimento em ângulo reto à haste do porta-enxerto de uma plântula advinda dessa multiplicação por borbulhia, que teve de ser descartada das demais mudas que foram utilizadas no plantio definitivo do seringal. Um outro aspecto também merecedor do máximo de atenção e cuidados especiais é quanto à coleta de hastes em seringais nativos da Amazônia, por exemplo, para a formação de bancos de germoplasma da Hevea.
Devido à exigência da coleta de ramos ortotrópicos que geralmente estão no topo das seringueiras e estas alcançarem alturas de 30-40 metros, trata-se de uma atividade perigosa. Para amenizar essa situação de risco, perigo e possíveis danos, os coletores devem escalar as plantas devidamente munidos de equipamentos de proteção individual (EPI).

Fonte: http://www.procitropicos.org.br/portal/conteudo/item.php?itemid=3120. Acessado em 08/01/2015.

PLANO DE FORMAÇÃO DO PROFESSOR ABRIRÁ 710 VAGAS DE LICENCIATURA.

PLANO DE FORMAÇÃO DO PROFESSOR ABRIRÁ 710 VAGAS DE LICENCIATURA.

Professores das redes públicas de estados, municípios e do Distrito Federal, que não possuem curso superior ou que lecionam em área diferente da sua formação, devem ficar atentos à data de pré-inscrição do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) presencial. O período começa em 20 de janeiro de 2015 e se estende até 13 de março.
A Plataforma Freire, espaço dedicado ao educador no portal do Ministério da Educação, informa a oferta de 500 vagas para a primeira licenciatura e 210 vagas para a segunda licenciatura. Os cursos terão início em julho do próximo ano.
Em vigor desde 2009, o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica abre todos os anos turmas especiais em cursos de licenciatura e em programas de segunda licenciatura, na modalidade presencial, exclusivas para educadores das redes públicas que não possuem formação superior na área em que atuam, conforme exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
A oferta de cursos, turmas e vagas obedece a uma dinâmica com três fases em sequência: as redes públicas e os institutos federais de educação profissional informam o número de vagas de que suas redes precisam; as instituições de ensino superior, que participam do Parfor, definem e informam a oferta de cursos e de vagas, e os educadores fazem a pré-inscrição na licenciatura que pretendem cursar. Todo o processo é realizado na Plataforma Freire.
Requisitos – Para ocupar as vagas da primeira licenciatura, o professor precisa atender diversos requisitos: estar vinculado a uma rede pública estadual, municipal ou do Distrito Federal; estar no exercício da atividade do magistério; não ter curso de licenciatura. A carga horária mínima é de 2.800 horas, das quais 400 horas de estágio supervisionado. A duração do curso é de quatro anos.
Já o educador com graduação em área diferente daquela em que leciona precisa estar há pelo menos três anos na rede pública para fazer a segunda licenciatura. Esse curso tem carga horária de 800 horas a 1.400 horas e duração entre dois anos e dois anos e meio. O Parfor também oferece formação pedagógica para docentes graduados não licenciados, no exercício da docência nas redes públicas. Essa formação complementar é de 540 horas, ministrada durante um ano.
Os cursos são gratuitos para todos os professores. O custeio é responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que repassa recursos para as instituições de ensino superior responsáveis pela formação, supervisão de estágios e certificação. Cabe às secretarias de educação oferecer aos cursistas material escolar, transporte, hospedagem e alimentação durante o curso.
Resultados – De maio de 2009, quando foi criado, a dezembro de 2012, o Parfor colocou em salas de aula 54,8 mil professores em turmas especiais, segundo balanço publicado pela Capes. No período, foram implantadas 1.920 turmas em 397 municípios. Professores das regiões Norte e Nordeste foram os que mais procuraram formação. Até 2012, o Parfor atendeu 28.073 educadores da região Norte e 20.781 do Nordeste. Na sequência, aparecem as regiões Sul (3.422 professores), Sudeste (1.847) e Centro-Oeste (753).
O Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica integra um conjunto de políticas públicas do governo federal em parceria com estados, municípios e instituições de ensino superior para transformar o magistério. Compõem esse grupo de políticas o Piso Nacional do Magistério, instituído em julho de 2008; os cursos de mestrado profissional para educadores das redes públicas; o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência (Pibid), que visa o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores; o Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência), que fomenta a inovação, a elevação da qualidade dos cursos do magistério, a valorização da carreira do professor.
A Plataforma Freire traz orientações aos professores, calendário, cursos, vagas. (Ionice Lorenzoni).

Fonte: http://goo.gl/uamdVl. Acessado em 08/01/2015.