quinta-feira, 17 de setembro de 2020

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA FRAUDES NO IBAMA EM TOMÉ-AÇU.

 POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA FRAUDES EM CERTIFICADOS DO IBAMA EM TOMÉ-AÇU.

Fraudes tiveram como beneficiários proprietários rurais e empresários do ramo de exploração florestal e agropecuária com áreas embargadas nos estados do Pará (Tomé-Açu, Paragominas, Tucuruí, Xinguara e Redenção) e Mato Grosso.

A Polícia Federal deflagrou, ainda nas primeiras horas desta terça-feira (15) a operação Tokens, que apura ações de estelionatários com o uso de dados de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), com o fim de realizar alterações indevidas nos sistemas do Órgão Ambiental Federal, utilizando certificados digitais (tokens) fraudulentamente obtidos.

Segundo o Governo Federal, as fraudes tiveram como beneficiários proprietários rurais e empresários do ramo de exploração florestal e agropecuária com áreas embargadas nos estados do Pará e Mato Grosso. Foram constatados 122 desembargos irregulares em nome 54 pessoas físicas ou jurídicas, com potencial prejuízo para a União da ordem de R$150 milhões, em multas não recolhidas e descumprimento de embargos em áreas ambientais sensíveis da Amazônia legal.

Foram cumpridos 48 mandados de busca e apreensão, em empresas e residências de pessoas que foram beneficiadas com as fraudes, além de 5 prisões de falsificadores e estelionatários membros da associação criminosa. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal do Distrito Federal e cumpridas em 29 cidades de 9 estados da Federação (Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal). No estado, os mandados foram cumpridos nos municípios de Tomé-Açu, Paragominas, Tucuruí, Xinguara e Redenção.

O Inquérito Policial foi instaurado a partir da identificação, pelo IBAMA, de fraudes ocorridas contra diversos de seus Superintendentes, Agentes e fiscais, com o uso de Tokens expedidos indevidamente por terceiros falsificadores. Houve colaboração de informações de inteligência entre o IBAMA e PF para levantamento dos fraudadores, beneficiários e suposto envolvimento de outros intermediários e servidores públicos.

De início, os policiais federais identificaram uma quadrilha já investigada pela PF no estado de Goiás, com conexão com diversas fraudes ocorridas em todo o Brasil. Os principais beneficiados são propriedades rurais localizadas nos estados do Pará e do Mato Grosso. Essas fazendas têm como sócios pessoas físicas e jurídicas de diversos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A Operação tem por objetivo a coleta de mais provas e dados acerca das fraudes, inclusive identificação de intermediários entre os falsários e beneficiários, inclusive com auxílio de servidores públicos. Os fatos investigados podem configurar diversos crimes contra o meio ambiente (Arts. 38, 48, 60 e 68 da Lei 9605/98), bem como os crimes de estelionato e uso de documento falso (Art 171, §1º, 307, 399 e 330 do Código Penal), além da alteração de sistemas de dados (art. 313-A do Código Penal), descumprimento de ordens de embargos (330) e de possível prevaricação e corrupção (arts. 319 e 319 do CPB), que cominam aos infratores penas que variam de reclusão de dois a doze anos e multa.

Fonte: https://www.oliberal.com/policia/policia-federal-investiga-fraudes-em-certificados-do-ibama-em-areas-embargadas-no-para-1.306366

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

COMER POUCO A NOITE AJUDA A EMAGRECER?

Especialista explica como o jantar pode ajudar ou prejudicar a sua perda de peso.

Comer pouco à noite: o grande pesadelo das dietas. Essa prática é muito antiga e ainda é utilizada por muitos adeptos de dietas restritivas na busca do peso ideal. Na década de 1950, observamos que uma grande parcela da população começou a ganhar peso. Nessa época também ocorreu um grande aumento no consumo de açúcares simples e gordura hidrogenada, devido a mecanização do trabalho, ao transporte por combustão, grande acesso a modernização e industrialização.

Imaginava-se naquela época que, como o corpo fica em repouso no período noturno, não há porque ingerir grandes quantidades calóricas. Essa restrição faria o corpo consumir a gordura armazenada para gerar energia e levaria ao emagrecimento. De fato isso ocorre, o corpo em repouso gasta sim mais gordura armazenada, porém nunca foi comprovado que esse mecanismo seja compensatório em relação a ingestão calórica realizada durante o dia. Então vamos aos mitos relacionados ao comer menos no período noturno em busca de emagrecimento:

Comer carboidrato à noite engorda mais?

Mito. Esse fato só ocorre se o indivíduo ingerir mais calorias ao longo do dia do que necessita. O ganho de peso ocorre por um acúmulo de macronutrientes na dieta, portanto, o horário ou a quantidade de refeições por dia não mudará em nada no acúmulo de gordura corporal se a caloria ingerida nessas refeições não for superior ao gasto energético do dia.

O horário que eu como à noite pode influenciar no peso?

Mito. Esse fato não acontece em indivíduos sadios. O corpo, mesmo desacelerado (em repouso), queima menos calorias, porém ele ainda está gastando para manter temperatura, digestão dos alimentos e reciclar os tecidos. E isso acontece independente do horário que se come à noite.

Saiba mais: Jejum Intermitente: o que é, como fazer e cardápio

O jantar deve mesmo ser uma refeição mais leve?

Mito. Claro que estamos falando para indivíduos sadios. Se você possui doença do refluxo ou está muito acima do peso, comer em grandes quantidades pode atrapalhar a digestão, já que quando deitamos não possuímos a ajuda da gravidade para “empurrar” o alimento do estômago para o intestino, causando mais episódios de refluxo. O refluxo pode atrapalhar muito a qualidade do sono e, com isso, aumentar consideravelmente o apetite. Já em indivíduos que não apresentam refluxo, o horário e o volume das refeições não altera em nada na fisiologia corporal.

Não posso comer um lanche no lugar do jantar?

Mito. O modo de apresentação da refeição não interfere no consumo calórico. Porém, é importante ressaltar que essa prática em comer lanches no jantar (trocando a comida), muitas vezes não causa a saciedade ideal e, por essa questão, muitas pessoas acabam “beliscando” mais do que quem consome comida. Se o lanche for bem desenhado nutricionalmente não haverá mudanças na saciedade e nem na perda de peso. Por isso, quando você for comer um lanche no lugar da comida, esse lanche necessita conter proteínas, carboidratos complexos e fibras, causando assim a saciedade completa.

É melhor consumir uma refeição líquida à noite?

Mito, mas não em todos os casos. É possível, sim, uma pessoa utilizar uma alimentação mais líquida nesse horário, pois a consistência da dieta não interfere no ganho ou perda de peso. Algumas pessoas preferem, por hábito, consumir alimentos mais “leves” nesse período. Alguns até mesmo consomem Shake. No meu ponto de vista não há problema algum, o que devemos sempre orientar o indivíduo é que ele atinja a necessidade nutricional das 24 h causando bem-estar, saciedade e felicidade em ingerir aquele alimento. Já na busca de perda de peso, o ideal é ingerir menos calorias nas 24 h sem que haja rebote do apetite no dia seguinte (fato muito comum nos dias de hoje, onde não temos tempo para nos alimentar de forma mais eficiente, causando ganho do peso por descontrole do apetite nos dias subsequentes).

Escrito por Gabriel Cairo Nunes – Nutrição – CRN 22136/SP

https://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/33297-comer-pouco-a-noite-ajuda-a-emagrecer-saiba-a-verdade-sobre-esse-assunto?utm_source=news_mv&utm_medium=AL&utm_campaign=8689188

CHÁS PARA PRESSÃO ALTA: DESCUBRA QUAL REALMENTE FUNCIONA.

VEJA SE ESSES CHÁS FUNCIONAM PARA DIMINUIR A PRESSÃO ALTA.

Tendo em vista que a hipertensão é uma das doenças que mais acometem a população brasileira, a busca por métodos alternativos para auxiliar no tratamento é grande.

Por isso, conversamos com especialistas no assunto para esclarecer dúvidas sobre alguns dos chás utilizados para pressão alta. Entenda:

https://www.minhavida.com.br/saude/noticias/36712-vacina-russa-e-segura-e-induz-resposta-imune-diz-estudo
https://www.minhavida.com.br/saude/noticias/36712-vacina-russa-e-segura-e-induz-resposta-imune-diz-estudo


  • Chá de alho para pressão alta

Segundo a nutricionista Maria Clara Pinheiro, o alho possui propriedades importantes quando o assunto é pressão arterial. “Ele é fonte de antioxidantes e estimula a produção de óxido nítrico, um potente vasodilatador que melhora a circulação do sangue”, explica ela.

Por isso, o chá de alho promove o relaxamento dos vasos sanguíneos e, consequentemente, auxilia na redução da pressão arterial.

  • Chá de hibisco para pressão alta

A nutricionista Laura Filmari afirma que o chá de hibisco pode, sim, ajudar a diminuir a pressão. “A erva possui propriedades diuréticas, fazendo com que o organismo elimine líquidos em excesso e facilite o bombeamento de sangue no corpo, assim regulando a pressão arterial”, explica a profissional.

  • Chá de erva cidreira para pressão alta

O chá de erva cidreira pode auxiliar na diminuição da pressão arterial principalmente nos momentos de estresse devido sua função de calmante natural. “O óleo essencial contido na erva cidreira tem efeitos nos canais de cálcio e pode induzir a vasodilatação”, confirma o cardiologista Ariel Bueno da Fonseca.

Isso significa que o óleo é capaz de diminuir a frequência cardíaca e aumentar o diâmetro dos vasos arteriais, o que pode evitar a hipertensão.

  • Chá de cavalinha para pressão alta

Assim como o de hibisco, o chá de cavalinha também possui propriedades diuréticas que auxiliam na eliminação do excesso de líquido no organismo. Desse modo, o coração precisa de menos esforço para bombear o sangue e a pressão arterial é reduzida.

Contudo, a nutricionista Camila Cardinelli diz que o chá deve ser consumido com cuidado. “Ele não pode ser consumido em grande quantidade e por período prolongado, porque favorece a perda de minerais importantes no organismo”, explica a nutricionista.

O chá de cavalinha também não é recomendado para grávidas e lactantes, além de pacientes que apresentam insuficiência cardíaca, pressão baixa e doenças renais.

  • Chá de limão para pressão alta

O chá de limão não é indicado para auxiliar na redução da pressão arterial. A nutricionista Maria Clara Pinheiro explica que, apesar de seus diversos benefícios, a fruta não deve ser utilizada para tal finalidade.

A vitamina C presente no limão sofre oxidação com o calor. Ou seja, o limão praticamente perde suas propriedades quando usado para preparar um chá”, conclui a nutricionista.

Qual chá tomar para baixar a pressão?

É possível concluir que os chás de alho, hibisco, erva cidreira e cavalinha podem auxiliar na diminuição da pressão arterial. Dessa forma, a recomendação é uso de, no máximo, uma xícara ao dia de qualquer uma dessas bebidas.

Além disso, é importante deixar claro que apenas os chás não devem substituir o uso de medicamentos prescritos. Eles servem como tratamento paliativo e devem ser administrados com ressalvas e orientação adequada.

Sempre consulte um médico para obter informações especializadas e de qualidade, garantindo opinião e instrução profissional sobre o assunto.


  • Receitas de chás para pressão alta

Chá de alho: Em uma panela de chá, coloque dois dentes de alho amassados para 300 ml de água. Deixe ferver por 10 minutos. Depois é só coar e beber.

Chá de hibisco: Separe 200ml de água, deixe ferver, desligue o fogo e adicione uma colher de chá de hibisco seco. Tampe e deixe descansar por três a cinco minutos. Depois é só coar e consumir.

Chá de erva cidreira: Ferva 200ml de água, depois a coloque sobre cinco folhas de erva cidreira em um recipiente e deixe abafado de cinco a dez minutos. Coe e está pronto para consumir.

Chá de cavalinha: Em uma chaleira, ferva 200 ml de água. Desligue o fogo e adicione uma colher de sopa de cavalinha desidratada. Tampe e deixe abafado por dez minutos. Coe e beba logo em seguida.

https://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/36678-chas-para-pressao-alta-descubra-qual-realmente-funciona?utm_source=news_mv&utm_medium=AL&utm_campaign=8689188

terça-feira, 1 de setembro de 2020

UMA FLORESTA EM EQUILÍBRIO.

Como agroflorestas na Amazônia mostram que diversidade pode garantir solo, ar e água às próximas gerações.

No município de Tomé-Açu, nordeste do Pará, a explicação de um agricultor japonês sobre o porquê de ter mantido metade da propriedade como floresta tropical nativa criou uma memória afetiva para o pesquisador Osvaldo Kato: ele queria que as gerações seguintes de sua família conhecessem como era, de fato, uma floresta como a escolhida pelos antepassados para fincar raízes no Brasil.

Na outra metade da área, espécies nativas de árvores frutíferas, verduras, legumes e ervas medicinais se mesclam com as que foram trazidas de outros estados e regiões do país. "Tudo junto e misturado, no jargão das gerações mais jovens do agricultor, há colheita o ano todo.

No mesmo estado, a agricultora familiar Teofila da Silva Nunes, 68, assentada do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), fez do lote onde cultiva uma extensa variedade de espécies - nativas e não nativas - sua razão de vida, especialmente depois do assassinato do marido, há sete anos. É no “Lapo” (lote agroecológico de produção orgânica), nome como ele batizou a terra do casal, que ela alterna floresta, frutas, verduras e ervas sem o uso de qualquer tipo de defensivo ou insumo - a biodiversidade local é preservada e estimulada à base de derivados da própria terra.

No Acre, próximo à divisa com o Peru, o agente agroflorestal Yube Hunikuin, 38, concilia a tradição secular de seu povo —a tribo dos Hunikuin, mais numerosa do estado —com as técnicas de manejo alternado do solo, mesclando agricultura e preservação. A finalidade: garantir vida à terra, e, por tabela, a eles próprios. “Sem terra, não temos vida: é nela que plantamos, nela que caçamos, é de onde extraímos a nossa medicina e onde cultivamos a nossa ancestralidade. A terra é nossa mãe, e não nos cabe tirar dela o que tem de valor sem dar nada em troca”, defende.

Embora com experiências de vida distintas, o agricultor que sensibilizou o cientista em Tomé Açu, a lavradora do MST que buscou expandir o legado pensado por ela e pelo marido em um pequeno lote de terra e o indígena que hoje é agente educador na própria tribo têm em comum uma forma de manejo que mostra que florestas e lavouras podem conviver harmonicamente - mesmo, ou sobretudo, em uma região sob crescente ameaça ambiental como a Amazônia.

Mais do que harmonia, as agroflorestas, ou sistemas agroflorestais (SAFs), têm provado que o desenvolvimento da Amazônia e do Brasil não precisa estar atrelado à perda da floresta e que é possível, sim, explorar o meio ambiente de maneira sustentável, uma vez que o sistema promove uma melhora na qualidade da água e do solo, aumenta a biodiversidade e ainda contribui para o sequestro de carbono, reduzindo os efeitos da crise climática.

O desafio, avaliam adeptos e estudiosos da modalidade, é uma implementação em larga escala capaz de frear, ou, pelo menos, fazer frente ao desmatamento da região - o qual, em 2020, parece insistir em quebrar recordes negativos, mesmo sob pandemia.

Fonte: 

https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/semana-da-amazonia-agroflorestas-garantem-qualidade-de-solo-ar-e-agua-as-proximas-geracoes/?fbclid=IwAR2u-KvHJ7B4nj7XVbWoIGi-yNkdcXcdIacg82UzQb6m0ubjEaiuOYx9uOw#page1