sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Pele que Habito (com Antonio Banderas)


Após 20 anos de dedicação a Hollywood, o astro Antonio Banderas está de volta ao cinema de Pedro Almodóvar, onde iniciou sua carreira, na Espanha, no começo dos anos 80. Foi nos filme de Almodóvar que Banderas interpretou um dos seus mais polêmicos papéis, como em “Labirinto de Paixões (1982)”, onde foi Sadec, um terrorista homossexual; em “Matador (1986), um aprendiz de toureiro envolvido em uma série de crimes; e em “Ata-me (1990)”, quando representou Ricky, personagem que após uma temporada em um hospital psiquiátrico sequestra e amarra em uma cama uma atriz de filme pornô.
Agora retorna às telas em “A Pele que Habito”, que estreou em todo o país no dia 4/11. No novo filme, Banderas é o cirurgião plástico Robert Legard, um médico atormentado pela morte de sua mulher em razão de um incêndio. Tal trauma o tornou um obcecado por criar uma nova pele humana resistente a qualquer tipo de agressão externa, de picadas de insetos a labaredas. Para isso, ele mantém em segredo em sua casa: Vera (Elena Ayala), uma cobaia humana, com quem acaba desenvolvendo uma relação de tensão sexual.
Além de trazer os personagens conturbados, este é mais um filme de Almodóvar cuja sinopse esconde algumas loucuras. A diferença aqui é que no lugar do enxurrada de cores saturadas o espectador se vê diante de um suspense com referências ao cinema noir, com gestos e falas sóbrias.  Para além de sofrer por ter perdido a mulher, Legard também foi abalado pelo suicídio da filha, consequência da perda da mãe. Em uma tentativa de serenar ambas as tragédias, ele planeja uma vingança que transforma toda essa narrativa em uma história extraordinária, revelando cena a cena emoções contraditórias.
O filme, na verdade, é uma mistura arrebatadora de filme de horror, antecipação científica, thriller de suspense e melodrama. Em 18 filmes, Almodóvar apresentou uma galeria de personagens que habitam uma região difusa onde a moral comum está ausente. Com uma diferença: desta vez, eles são originários do Brasil. Já esperando uma reação negativa por aqui, o diretor declarou no lançamento do filme na Espanha: “Não queria que pesasse sobre eles uma educação judaico-cristã. Espero que os brasileiros entendam bem, adoro o seu país.”
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O QUE ACONTECE? A Pele que Habito

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