sábado, 26 de outubro de 2013

O real significado de ANARQUIA.

Anarquismo é uma teoria politica que almeja criar uma sociedade na qual os indivíduos cooperem livremente entre si como iguais. Assim, o anarquismo se opõe a todas as formas de controle hierárquico - venha ele do estado ou de capitalistas - por ser danoso tanto ao individuo quanto à sua individualidade e portanto desnecessário.

Nas palavras da anarquista L. Susan Brown:

"Embora a compreensão popular de anarquismo seja de um movimento violento  anti-estado, o anarquismo é uma tradição muito mais sutil e delicada do que a simples oposição ao poder governamental. Os anarquistas se opõem à ideia de que o poder e a dominação são necessários para a sociedade, e por isso defendem formas mais cooperativas e anti-hierárquicas de organização econômica, politica e social." [The Politics of Individualism, p. 106]

Portanto, "anarquismo" e "anarquia" são sem dúvida as ideias mais deturpadas na teoria política. Geralmente, as palavras usadas para significar "caos" ou "desordem", e portanto, por implicação, anarquistas desejam o caos social e o retorno "à idade da pedra".

Este processo de falsificação tem paralelos na historia. Por exemplo, em países em o governo é exercido necessariamente por uma pessoa (monarquia), as palavras "república" ou "democracia" são usadas precisamente como "anarquia", significando desordem e confusão. Aqueles que se interessam em manter o status quo obviamente se dedicam a afirmar que a oposição ao corrente sistema não poderia funcionar na prática, e que uma nova forma de sociedade resultaria no caos. Ou, como Errico Malatesta expressou:

"Mude as opiniões, convença o público de que o governo não é apenas desnecessário, mas extremamente nocivo, e então a palavra anarquia, justamente porque significa ausência de governo, significará para todos: ordem natural, conjunto das necessidades humanas e o interesse de todos, completa liberdade com completa solidariedade." [Anarchy, pp. 12-13].

O que significa "anarquia"?

A palavra "anarquia" vem do grego, prefixo an (ou a), significando "não", "que não quer", "a ausência de", ou "a falta de", mais archos, significando "um governo", "diretor", "chefe", "pessoa em um cargo", ou "autoridade". Ou, como Peter Kropotkin colocou, Anarquia vem de palavras gregas significando "contrario à autoridade". [Kropotkin's Revolutionary Pamphlets, p. 284]
Embora as palavras gregas anarchos e anarchia sejam tidas como significando "sem governo" ou "estando sem governo", anarquismo, pode ser interpretado, em seu significado estrito, original, simplesmente como "nenhum governo". "An-archy" significa "sem um governante", ou mais abrangente, "sem autoridade", e é nesse sentido que os anarquistas tem continuamente adotado a palavra. Por exemplo, encontramos Kropotkin arguindo que o anarquismo "ataca não apenas o capital, mas também todas as formas de poder do capitalismo: lei, autoridade, e o Estado". [Op. Cit., p. 150] Para anarquistas, anarquia significa "não necessariamente ausência de ordem, como geralmente se supõe, mas ausência de governo". [Benjamin Tucker, Instead of a Book, p. 13] Veja o excelente resumo de Hence David Weick:

"Anarquismo pode ser compreendido como uma ideia politica e social genérica que expressa negação de todo poder, soberania, dominação, e divisão hierárquica, e o desejo de sua dissolução. . . Anarquismo é portanto mais que anti-estatismo . . . o governo (estado) . . . é, apropriadamente, o foco central da crítica anarquista". [Reinventing Anarchy, p. 139]

Por esta razão, mesmo sendo anti-governo ou anti-estado, anarquismo é primariamente um movimento contra a hierarquia. Porque? Por que a hierarquia é a estrutura organizacional que encorpora a autoridade. Mesmo sendo o estado a "mais alta" forma de hierarquia, e os anarquistas serem, por definição, anti-estado; isto não define suficientemente o anarquismo. Os anarquistas verdadeiros se opõem a todas as formas hierárquicas de organização, não apenas o estado. Nas palavras de Brian Morris:
"O termo anarquia vem do Grego, e essencialmente significa 'sem governo'. Anarquistas são pessoas que rejeitam todas as formas de governo ou autoridade coercitiva, todas as formas de hierarquia e de dominação. Eles são portanto opostos àquilo que o anarquista mexicano Flores Magon chamou de 'trindade sombria' -- o estado, o capital e a igreja. Os anarquistas opõem-se tanto ao capitalismo quanto ao estado, da mesma forma que opõem-se a todas especie de autoridade religiosa. Mas anarquistas também buscam estabelecer ou realizar por varias maneiras, uma condição de anarquia, que é, uma sociedade descentralizada sem instituições coercitivas, uma sociedade organizada através de uma federação de associações voluntarias". ["Anthropology and Anarchism,"Anarchy: A Journal of Desire Armed, no. 45, p. 38]
A referencia à "hierarquia" neste contexto passa por um desenvolvimento -- os anarquistas "clássicos" como Proudhon, Bakunin e Kropotkin não usaram essa palavra, mas raramente (eles usualmente preferiam "autoridade", que foi usada como resumo de "autoritário"). De qualquer foma, pelos seus escritos está claro que eles foram uma filosofia contra a hierarquia, contra qualquer desigualdade de poder e privilégios entre indivíduos. Bakunin se referia a isso quando atacou a autoridade "oficial" mas defendeu a "influencia natural" quando afirmou:
"Quer tornar impossível que alguém oprima seus companheiros? Então faça algo para que ninguém possua poder" [The Political Philosophy of Bakunin, p. 271]

Da mesma forma Jeff Draughn escreveu, "coisas como essas sempre fizeram parte latente dos 'projetos revolucionários', apenas recentemente este conceito claro de anti-hierarquia afluiu para uma análise mais específica. Todavia, a raiz disto é plenamente visível na raiz da palavra grega 'anarquia'" [Between Anarchism and Libertarianism: Defining a New Movement]

Enfatizamos que esta oposição à hierarquia é, para anarquistas, não limitada apenas ao estado ou ao governo. Ela inclui toda economia autoritária e relacionamento social tanto quanto politico, particularmente aqueles associados com a propriedade capitalista e trabalho assalariado. Isto pode ser visto no argumento de Proudhon de que "Capital . . . no campo político é análogo a governo . . . A ideia economia de capitalismo . . . [e] as políticas de governo ou de autoridade . . . [são] idênticas . . . [e] ligadas de farias formas . . . Aquilo que o capital faz com o trabalho... o Estado [faz] com a liberdade . . ." [extraído de Max Nettlau, A Short History of Anarchism, pp. 43-44] Nesse sentido encontramos Emma Goldman opondo-se ao capitalismo inclusive por levar as pessoas a vender seu trabalho, resultando em que "a inclinação e o julgamento dos trabalhadores acabam subordinados à vontade do patrão". [Red Emma Speaks, p. 36] 

Quarenta anos antes Bakunin expressou o mesmo ponto de vista quando arguia que sob o corrente sistema "o trabalhadores vendem sua personalidade e sua liberdade pela doação de seu tempo" para o capitalista em troca de salario [Op. Cit., p. 187].

Deste modo "anarquia" significa mais que apenas "não governo", significa oposição a todas as formas de organização autoritária e hierárquica. Nas palavras de Kropotkin, "à origem da concepção anarquista da sociedade . . .  a critica . . . às organizações hierárquicas e às concepções autoritárias de sociedade; e . . . à analise das tendencias que são vistas nos progressivos movimentos da humanidade." [Kropotkin's Revolutionary Pamphlets, p. 158] Dessa forma, qualquer tentativa de afirmar que anarquia é puramente anti-estado é uma falsificação da palavra e da maneira como a tem sido usada pelo movimento anarquista. 

Conforme argui Brian Morris, "quando alguém examina os escritos dos anarquistas clássicos . . . tanto quanto o caráter do movimento anarquista . . . fica claramente evidente que eles nunca tiveram uma visão limitada [de apenas ser contra o estado]. Eles sempre se opuseram a todas as formas de autoridade e exploração, e foram igualmente críticos do capitalismo e da religião quanto o foram do estado". [Op. Cit., p. 40]

E, só para frisar o óbvio, a anarquia não significa caos nem faz os anarquistas gente que quer criar o caos e a desordem. Pelo contrario, queremos criar uma sociedade baseada na liberdade individual e na cooperação voluntaria. Em outras palavras, ordem desde abaixo, não desordem imposta de cima pelas autoridades. Leia mais no link abaixo.

Fonte: http://www.oocities.org/projetoperiferia2/secA1.htm. Acessado em 26/10/2013.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

UFRA ADERE 100% AO SISU.

Depois de quase 04 horas de discussões, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) decidiu que no processo seletivo de 2014 a UFRA vai aderir 100% ao Sistema de Seleção Unificada (SISU) como método de ingresso na universidade.

O SISU é o sistema gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do ENEM. Para o reitor da universidade, professor Dr. Sueo Numazawa “A decisão é um desafio, por isso esse tipo de ingresso será avaliado a cada ano dentro da universidade”.

Até agora estão previstas 1.120 vagas, distribuídas nos campi da Universidade de Belém e dos municípios do interior do estado. O edital com todas as informações sobre o Processo Seletivo 2014 deve ser publicado ainda no mês de outubro.

CURSOS E NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS PARA O PROCESSO SELETIVO 2014:

CAMPUS BELÉM:
Agronomia (150 Vagas)
Engenharia Ambiental e de Energias Renováveis (50)
Engenharia Cartográfica e de Agrimensura (50)
Engenharia de Pesca (50)
Engenharia Florestal (90)
Licenciatura em Computação (50)
Medicina Veterinária (80)
Sistemas de Informação (50)
Zootecnia (50)

CAMPUS CAPANEMA:
Administração (50)
Agronomia (50)
Biologia/Bacharelado (50)
Ciências Contábeis (50)

CAMPUS CAPITÃO-POÇO
Agronomia (50)

CAMPUS PARAGOMINAS
Agronomia (50)
Engenharia Florestal(50)

CAMPUS PARAUAPEBAS
Agronomia (50)
Engenharia Florestal (50)
Zootecnia (50)



terça-feira, 1 de outubro de 2013

PEQUENOS PROVEDORES VÃO GANHAR FAIXA PARA OFERECER INTERNET.

Pequenos e médios provedores de banda larga que atuam em todo o país vão ganhar uma nova faixa de frequência para oferecer acesso à Internet fixa. Até o final de 2013, a Anatel vai destinar a essas empresas a faixa de radiofrequência de 2.500 MHz a 2.690 MHz nos locais onde estiver desocupada. A medida faz parte de portaria do Ministério das Comunicações, publicada na última quarta-feira (18), no Diário Oficial da União.

Atualmente existem cerca de 3,8 mil provedores de pequeno e médio portes em atuação, principalmente no interior do Brasil. Somados, eles representam a quinta operadora de banda larga fixa no País e investem mais de R$ 1 bilhão por ano. “Vamos colocar novas frequências, vamos dar um espaço e oferecer uma política diferenciada para os pequenos provedores. Nós queremos é que o serviço de oferta à Internet funcione”, afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

De acordo com a norma, a Anatel deve iniciar ainda este ano o processo de autorização da faixa de frequência adequado ao atendimento dos pequenos provedores. Os procedimentos para convocação e seleção dos interessados deverão preferencialmente ocorrer em formato eletrônico, permitindo a participação remota. Além disso, a norma estabelece que a agência faça um acompanhamento para garantir o uso efetivo do espectro que foi destinado às pequenas e médias empresas.

A faixa de frequência de 2.500 MHz a 2.690 MHz que será destinada aos provedores está atualmente desocupada. Ela faz parte da faixa de 2,5 Ghz que foi leiloada entre as operadoras para a implantação da tecnologia 4G no Brasil. Com isso, os pequenos e médios provedores terão capacidade de oferecer Internet fixa na tecnologia 4G, de alta velocidade.

A portaria também estabelece que até o fim de 2014 a Anatel vai estudar a viabilidade de destinar faixas de frequência para a entrada de novas operadoras de banda larga em nível nacional. “Nós vamos oferecer mais alternativas que podem tanto ser ocupadas pelas grandes empresas ou podem
permitir a entrada de novos concorrentes. Este mercado precisa de uma chacoalhada”, disse Paulo Bernardo.


Fonte: http://goo.gl/ZBnRfz