terça-feira, 1 de outubro de 2013

PEQUENOS PROVEDORES VÃO GANHAR FAIXA PARA OFERECER INTERNET.

Pequenos e médios provedores de banda larga que atuam em todo o país vão ganhar uma nova faixa de frequência para oferecer acesso à Internet fixa. Até o final de 2013, a Anatel vai destinar a essas empresas a faixa de radiofrequência de 2.500 MHz a 2.690 MHz nos locais onde estiver desocupada. A medida faz parte de portaria do Ministério das Comunicações, publicada na última quarta-feira (18), no Diário Oficial da União.

Atualmente existem cerca de 3,8 mil provedores de pequeno e médio portes em atuação, principalmente no interior do Brasil. Somados, eles representam a quinta operadora de banda larga fixa no País e investem mais de R$ 1 bilhão por ano. “Vamos colocar novas frequências, vamos dar um espaço e oferecer uma política diferenciada para os pequenos provedores. Nós queremos é que o serviço de oferta à Internet funcione”, afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

De acordo com a norma, a Anatel deve iniciar ainda este ano o processo de autorização da faixa de frequência adequado ao atendimento dos pequenos provedores. Os procedimentos para convocação e seleção dos interessados deverão preferencialmente ocorrer em formato eletrônico, permitindo a participação remota. Além disso, a norma estabelece que a agência faça um acompanhamento para garantir o uso efetivo do espectro que foi destinado às pequenas e médias empresas.

A faixa de frequência de 2.500 MHz a 2.690 MHz que será destinada aos provedores está atualmente desocupada. Ela faz parte da faixa de 2,5 Ghz que foi leiloada entre as operadoras para a implantação da tecnologia 4G no Brasil. Com isso, os pequenos e médios provedores terão capacidade de oferecer Internet fixa na tecnologia 4G, de alta velocidade.

A portaria também estabelece que até o fim de 2014 a Anatel vai estudar a viabilidade de destinar faixas de frequência para a entrada de novas operadoras de banda larga em nível nacional. “Nós vamos oferecer mais alternativas que podem tanto ser ocupadas pelas grandes empresas ou podem
permitir a entrada de novos concorrentes. Este mercado precisa de uma chacoalhada”, disse Paulo Bernardo.


Fonte: http://goo.gl/ZBnRfz

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