sexta-feira, 10 de abril de 2015

Custo Operacional de Açaizeiro Irrigado com Microaspersão no Município de Tomé-Açu.

"Em Tomé-Açu, PA, têm sido utilizadas, predominantemente, áreas que foram utilizadas com a cultura da pimenteira-do-reino e, em muitos casos, os plantios envolvem consórcios com outras espécies perenes, como o cacaueiro, o cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) e a pimenteira-do-reino. O consórcio com espécies semiperenes também é praticado, mas, neste caso, ocupando as entrelinhas dos açaizeiros com as culturas do maracujazeiro (Passiflora edulis) e da bananeira (Musa spp.), entre outras.
...Este trabalho analisou um plantio pioneiro de 30 ha de açaizeiro irrigado por microaspersão, com 9.000 touceiras, das quais 8.500 em produção, localizado no Município de Tomé-Açu, distante 250 km de Belém. Esse plantio pertence ao agricultor Shigeru Hiramizu, que emigrou para o Brasil em 1964, com 17 anos de idade, e conta, atualmente, com 61 anos. A propriedade, com área total de 430 ha, possui 150 ha de dendezeiros (Elaeis guineensis, Jacq.), 50 ha de açaizeiros e 40 ha de pastagem. Em menor escala, também conta com outras culturas, como a pimenteira-do-reino e o cupuaçuzeiro, que ocupam áreas bem menores."
Autores: Alfredo Kingo Oyama Homma, José Edmar Urano de Carvalho, Antônio José Elias Amorim de Menezes, João Tomé de Farias Neto e Grimoaldo Bandeira de Matos. 
Leia o artigo completo no LINK:
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/AcaiMicroaspersao_000gbxwc56b02wx5ok01dx9lctaricfj.pdf

Atuação da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) no Mercado Promovendo o Cooperativismo e a Sustentabilidade na Amazônia.

A CAMTA é uma empresa fundada por imigrantes japoneses que chegaram na Amazônia em 1929, no município de Tomé-Açu, no estado do Pará. Após a Segunda Guerra Mundial o preço da pimenta-do-reino disparou devido a devastação das grandes plantações dessa iguaria e os japoneses passaram a praticar somente a piperiicultura. Foi um grande pico econômico que durou de 1946 até 1969. Com isso conseguiram verba suficiente para regularizar a empresa como cooperativa e gozar dos direitos cedidos a esse tipo de empresa. Em 1969, os pimentais foram atacados pelo fusarium, causador da fusariose, que diminui a vida útil dos pimentais. A saída encontrada pelos cooperados foi a fruticultura cultivada de forma consorciada. Contando com ajuda do governo japonês, a cooperativa se reestruturou e passou a vender sucos de diversas espécies frutíferas plantadas pelos cooperados, e se tornou no empreendimento cooperativo mais bem sucedido da Amazônia. O artigo analisa, em linhas gerais, a trajetória desse empreendimento que representa paradigma de eficiência e sustentabilidade na região.”
Armando Wilson Tafner Jr. Economista e mestre e doutorando pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA). e-mail: armandowilson@hotmail.com
Fábio Carlos da Silva Doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP) e Professor Associado do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos – NAEA/UFPA.
Leia o artigo completo no LINK:

http://www.anppas.org.br/encontro6/anais/ARQUIVOS/GT7-671-394-20120618114710.pdf

Brasil – Dendê diversificado enriquece o solo e armazena mais carbono.

"A pesquisa, realizada no Município de Tomé-Açu, nordeste paraense, avalia o impacto de sistemas agroflorestais com o dendezeiro (palma de óleo) sobre o ciclo de carbono e nutrientes no solo.  O alto grau de acúmulo de carbono sugere que o sistema dendezeiro é eficiente para armazenar no solo o carbono que vem da biomassa triturada no preparo de área e da adubação orgânica.
...O modelo de produção de Sistemas Agroflorestais em Tomé-Açu é uma tradição que remonta à década de 1960. Hoje o município faz parte da região considerada pólo de expansão do dendezeiro no estado, o que vem sendo avaliado tanto social como ambientalmente.
...O cultivo do dendezeiro encontra-se em plena expansão na Amazônia, especialmente no estado do Pará, que é responsável por 90% da produção nacional dessa oleaginosa. De acordo com levantamento da Embrapa, dos 60 mil hectares plantados no Pará em 2008, a área da dendeicultura saltou para 162 mil hectares, em 2014, com destaque para os municípios de Tomé-Açu, Moju, Acará, Tailândia e Concórdia do Pará, no nordeste paraense."
Leia a matéria completa no LINK: http://ioeste.com.br/brasil/brasil-dende-diversificado-enriquece-o-solo-e-armazena-mais-carbono

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO RURAL, SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA OCIDENTAL.

O projeto está sendo executado pelo CEPLAC/HANDS/JICA em parceria com as prefeituras dos municípios (Manicoré/Borba/Novo Aripuanã) do Rio Madeira. Temos como parceiros:  IDEAS(Instituto de Desenvolvimento Amazonense Sustentável), grupos de jovens,CAMTA(Cooperativo Agricola Mista de Tomé-Açu), FAS(Fundação Amazonia Sustentável) , IIEB(Instituto Internacional de Educação do Brasil) e cooperativas de Manicoré/Borba.
Para maiores detalhes acesse o LINK: http://www.greenfingersjapan.com/#!aboutus/csgz

Projeto no Senado abre novas perspectivas para a produção de cacau no Brasil.

Um projeto de lei que acaba de ser apresentado no Senado Federal propõe aumentar o teor mínimo de cacau na composição do chocolate brasileiro dos atuais 25% para 35%. O projeto é de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e deve dar um novo estímulo à produção de cacau no País. Como segundo maior produtor nacional, o Pará é um dos estados que deverá se beneficiar com a medida, caso venha a se transformar em lei e, por isso, a iniciativa da senadora baiana está sendo encampada pelo governo do Estado e por parlamentares paraenses. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), por exemplo, já se candidatou a ser o relator do projeto.

Na semana passada foi realizada em Brasília a primeira audiência pública para discutir o projeto. O governo do Pará foi representado no debate pelo diretor de Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Luiz Pinto. A próxima audiência pública já está marcada para o dia 17 de abril, em Ilhéus (BA). “Levamos um material para apresentar aos deputados e senadores da bancada paraense a fim de subsidiá-los nas discussões. O material abre uma nova linha de debate, onde o ponto focal é a saúde do consumidor, baseado em estudos já comprovados sobre os efeitos benéficos do chocolate com maior teor de cacau”, explica Luiz Pinto.

O diretor de Agricultura Familiar da Sedap diz ainda que, ao aumentar o teor de cacau no chocolate, a produção brasileira se adequa aos padrões dos mercados internacionais, abrindo novas frentes para a exportação. “Nos mercados dos Estados Unidos e da Europa só é considerado chocolate o produto com teor de cacau acima de 35%”, acrescenta. O projeto de lei em tramitação no Senado também torna obrigatória a informação sobre o teor de cacau nas embalagens de chocolate produzido no Brasil ou importado de outros países.

Como segundo maior produtor nacional de cacau e com um parque industrial de chocolate em crescimento, o projeto encaixa-se perfeitamente no interesse do governo do Pará de expandir a produção local. Atualmente, o Pará possui uma área plantada de em torno de 150 mil hectares de cacaueiros, cultivados por cerca de 18 mil produtores, em sua maioria pequenos agricultores. A região da Trasamazônica concentra 67% da produção estadual.

O crescimento da produção no Pará está associado a vantagens competitivas importantes em relação ao restante do País. As lavouras de cacau estão instaladas principalmente em solos de média e alta fertilidade, apresentado uma produtividade média de 870 quilos por hectare, que é considerada uma das maiores do mundo.

Outra vantagem competitiva é o baixo custo de produção, com uma média de US$ 1 mil por tonelada colhida. O cultivo também apresenta características preservacionistas, uma vez que a quase totalidade das lavouras é feita em sistemas agroflorestais. Atualmente, inclusive, está sendo discutida a inclusão do cacau como espécie para composição da reserva legal das propriedades agrícolas na Amazônia.

Simone Romero - Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca
Fonte: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=110396. Acessado em 10/04/2015.

Assistência poderá dobrar a produção de pimenta-do-reino em Cametá.


Atualmente, o agricultor produz mais de três toneladas da variedade "tira cota", oriundas de 500 pés plantados em um hectare.
O agricultor José Calandrini, da comunidade Livramento, localizada no km 12 da BR 422, poderá dobrar a produtividade de pimenta-do-reino, em apenas um ano, a partir de tratos culturais e tecnologias. Atualmente, o agricultor produz mais de três toneladas da variedade "tira cota", oriundas de 500 pés plantados em um hectare. Com a readequação do manejo, a expectativa é bater a casa das seis toneladas.
A perspectiva é do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que realizou a primeira visita técnica à propriedade do agricultor no final de março. A continuidade do atendimento será reforçada em uma nova visita, programada para esta semana.
"A utilização da propriedade é extraordinária. Em menos de cinco hectares, o “Zé” produz, além do carro-chefe que é a pimenta, coco, tangerina, limão, milho e amendoim forrageiro, além de criar peixe e porco", diagnostica o técnico em agropecuária da Emater, Edir Queiroz, que também é gestor ambiental.
Segundo Queiroz, uma medida interessante em relação ao pimental seria a adubação complementar do solo, com potássio.
Outros focos que a Emater deve assumir são a expansão da piscicultura, por ora aplicada dentro de um pequeno igarapé e com utilização de ração industrializada, e o manejo dos açaizeiros e cupuaçuzeiros.
Edna Moura
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará
Fonte: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=110389. Acessado em 1004/2015.