Mais uma
obra de construção foi retomada pela Superintendência do Sistema Penitenciário
do Estado (Susipe). A cadeia pública de Tomé-Açu, no nordeste do Pará, abrirá
316 vagas para o regime fechado do sexo masculino e representa um investimento
de R$ 4.921.452,72.
Reiniciada
no fim de setembro, a obra tem previsão de entrega para junho de 2018. A nova
unidade prisional contará com dois blocos carcerários, consultório médico e
odontológico, posto de enfermagem, salas de atendimento psicológico, social e
jurídico, celas de observação para os detentos doentes, uma cela para pessoas
com deficiência e parlatório, além de alojamento para os servidores. O novo
prédio terá ainda quatro salas de aula e dois solários, um para cada bloco.
Para o
diretor geral penitenciário da Susipe, coronel Mauro Matos, os benefícios de
uma nova unidade no município serão muitos, pois além de abranger detentos de
cidades vizinhas, vai colaborar para a redução da superlotação em outras casas
penais. “Os benefícios com a conclusão dessa obra serão vários, principalmente
pelo excedente populacional que temos hoje no sistema penitenciário tanto na
cidade de Tomé-Açu, quanto nas unidades da Região Metropolitana de Belém (RMB)
por conta dos presos do município de Acará e das áreas adjacentes, que hoje
deveriam estar custodiados em Tomé-Açu e se encontram custodiados no polo de
Americano ou Marituba”, diz.
Para
reforçar ainda mais a segurança no local, o monitoramento feito pelos agentes
penitenciários será feito em uma passarela no andar superior às celas. A área
total construída corresponde a 1.782,42 metros quadrados. A Cactus Engenharia é
a empresa responsável.
A
coordenadora de Engenharia e Arquitetura da Susipe, Célia Monteiro, informa que
a primeira etapa é a limpeza do terreno para o reinício das obras. “Estamos na
fase de limpeza de toda a área para depois iniciar os serviços. O recomeço dos
trabalhos se soma a um conjunto de obras já em andamento, como a construção de
unidades penitenciárias em Paragominas e Abaetetuba e o complexo em Vitória do
Xingu, por exemplo”, destaca. “As expectativas são muitas.
Poderão
permanecer no prédio antigo os internos sentenciados no regime semiaberto, como
foi sugerido anteriormente. Os detentos poderiam sair para trabalhar e retornar
no fim do dia, pois o prédio está localizado no centro da cidade, diferente da
nova unidade, que fica a uns 700 metros da estrada que leva à cidade”, diz a
diretora do Centro de Recuperação de Tomé-Açu (CRRTA), Selma Nascimento.
(Fonte: Agência Pará de Notícias, em https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6987802920085578791#editor/src=sidebar)
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