O
BRS Pai d'Égua é resultado da pesquisa para melhoramento genético,
em que os açaizeiros geram frutos menores, mas com maior rendimento
de polpa. A primeira colheita dessa nova variedade de açaí se dá
aos três anos e meio, enquanto os materiais tradicionais iniciam no
5º
ano.
O
secretário de agricultura de Tucuruí, Diego Andrade Toledo, e o
secretário adjunto de meio
ambiente
(Semma) do município, Marcos Lima Medeiros, estiveram, nesta
terça-feira (3), em Tomé-Açu, nordeste do Pará, para conhecer o
projeto BRS Pai d'Égua, a nova cultivar de açaizeiro com irrigação
feita em terra firme. A ida dos representantes de Tucuruí ao local
atendeu ao pedido do prefeito Artur Brito, que tem interesse em
inovar a agricultura familiar no município e, dessa forma, é
fundamental buscar conhecimentos sobre essa técnica de cultivo do
açaí.
A
apresentação do projeto foi realizada na sede da Embrapa Amazônia
Oriental, na Rodovia PA 256, na Estrada da Jamic, km 06, distrito de
Quatro bocas, em Tomé-Açu. O evento reuniu equipe de técnicos e
produtores no campo experimental da Embrapa. Um dos grandes desafios
é aumentar a produção do açaí em 46% no período de entressafra
(entre janeiro e junho) e em 54% no período da safra (de julho a
dezembro). O BRS Pai d'Égua é resultado da pesquisa para
melhoramento genético, em que os açaizeiros geram frutos menores,
mas com maior rendimento de polpa.
De
acordo com o engenheiro agrônomo, João Tomé de Farias Neto,
pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, trata-se de uma mudança
drástica na produção anual desse fruto. “A
safra do açaí concentra 80% da produção anual. Na entressafra há
redução da oferta de açaí o que faz o seu preço aumentar”,
destaca o especialista. Ele explica que, além desses aspectos, o
açaizeiro ganha maior produtividade com até 12 toneladas ao ano por
hectare.
“O
açaí manejado de várzea e o cultivado em terra-firme sem irrigação
produzem cerca de cinco toneladas anuais por hectare. Além de tudo
isso, seus frutos menores rendem 30% mais polpa que os tradicionais”,
explica. Ele salienta que a primeira colheita se dá aos três anos e
meio, enquanto os materiais tradicionais iniciam no quinto ano,
trazendo, portanto, retorno financeiro mais rápido ao agricultor.
Dados
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam
que o Estado do Pará produziu, somente em 2018, um total de 1,4
milhão de toneladas do fruto, em uma área de quase 200 mil
hectares. Esse total envolve o manejo de áreas de várzea e os
plantios de terra-firme. Somente na economia paraense, o produto
movimentou cerca de R$ 3 bilhões no ano passado.

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