sexta-feira, 30 de setembro de 2016

UFPA INSCREVE PARA VESTIBULAR INDÍGENA E QUILOMBOLA 2016/2.


Processo Seletivo Especial oferta 352 vagas para cada modalidade.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) começou a receber na tarde desta quarta-feira, 28 de setembro, inscrições para o segundo Processo Seletivo Especial (PSE) de 2016 destinado a indígenas e quilombolas. O prazo vai até 16 de novembro. 
Depois de fazer a inscrição, os interessados deverão entregar até 18 de novembro a relação de documentos que constam no item 5 do Edital nos seguintes locais:
-CEPS: Cidade Universitária Professor José da Silveira Netto, Rua Augusto Corrêa, nº 1 –
Guamá, CEP 66075-110, Belém/PA;
-Secretaria do Campus Universitário de Abaetetuba, Rua Manoel de Abreu, S/N, bairro Mutirão, Abaetetuba/PA;
-Secretaria do Campus Universitário de Altamira, Rua Coronel Jose Porfirio, nº 2515, bairro São Sebastião, Altamira/PA;
-Secretaria do Campus Universitário de Cametá, Tv. Padre Antonio Franco, nº 2617, bairro Matinha, Cametá/PA;
-Secretaria do Campus Universitário de Soure, 13ª Rua, S/N, bairro Umirizal, Soure/PA.

Oportunidades
Nesta edição, são oferecidas 604 vagas, sendo a metade para indígenas e a outra para quilombolas. Os cursos são ministrados nas cidades de Abaetetuba, Acará, Altamira, Ananindeua, Bagre, Baião, Belém, Bragança, Breves, Cametá, Capanema, Castanha, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Oeiras do Pará, Porto de Moz, Salinópolis, Soure, Tomé-Açu e Tucuruí. 
O calendário do vestibular prevê que o cartão de inscrição, com os locais, horários e salas onde serão aplicadas as provas, seja liberado até o 4 de janeiro. A seleção ocorrerá no dia 15 do mesmo mês e será composta por uma redação. De 16 a 19 de fevereiro os selecionados pelo texto vão passar por entrevistas individuais.
A instituição ainda não divulgou a data do resultado. Para mais informações, acesse o Edital do PSE 2016/2 da UFPA. 
Publicado por Silvia Tancredi em 28 de Setembro de 2016.


FESTIVAL DO CACAU E CHOCOLATE DE BELÉM RECEBE 30 MIL PESSOAS.

Evento realizado na capital paraense movimenta R$ 2 milhões e investe na valorização do chocolate de origem. Participaram 52 expositores de chocolate e derivados e outros 37 de outros produtos.
Cerca de 30 mil pessoas passaram pelos estandes do 4º Festival Internacional do Cacau e Chocolate, encerrado no último domingo (25/9), no Centro de Eventos Hangar, na capital paraense, Belém. Mesmo com investimento menor, R$ 700 mil ante o R$ 1 milhão do ano passado, o festival agradou público e organizadores devido à qualidade dos produtos apresentados e à maior conscientização dos participantes sobre a importância de se valorizar os produtos de origem, agregando valor ao cacau produzido no Estado.
Segundo o empresário baiano Marcos Lessa, que organizou o festival a convite do governo paraense, o evento somou R$ 2 milhões em negócios nos quatro dias e projetou outros R$ 5 milhões em negócios futuros. Participaram 52 expositores de chocolate e derivados e outros 37 de outros produtos. Na organização, Lessa teve a parceria de 17 instituições do Estado, entre elas o Sebrae.
Ele conta que o Festival, iniciado em 2013, já proporcionou a instalação de duas novas agroindústrias de cacau no Pará. Outras três estão em planejamento. “Fomentar a verticalização significa agregar valor ao produto e colocar o cacau no mesmo caminho percorrido pelo vinho e pela cerveja, com investimento em valorização da origem e abertura de mercado no exterior. Isso gera mais renda e empregos para o Estado. ” E há muito espaço para crescer: atualmente, o Pará processa apenas 3% do cacau que produz.
No primeiro festival, apenas uma marca de chocolate local expôs seus produtos. Neste ano, o número subiu para seis. Uma das marcas mais procuradas no evento foi a Nayah - Sabores da Amazônia, indústria nascida e ainda mantida como empresa incubada na Universidade Federal do Pará. A engenheira de alimentos e professora universitária de gastronomia Luciana Ferreira Centeno, que criou a fábrica de chocolates em 2015 com uma sócia, após ganhar um prêmio de inovação em competição na Unesco, conta que a marca tem foco no mercado regional e já está presente em Manaus e Ilhéus, além de buscar parcerias para chegar a outros Estados.
Neste ano a Nayah, nome inspirado na índia da lenda da Vitória Régia, lançou no festival uma linha de cinco chocolates de origem intitulada Terroir Amazônia com 70% de cacau – a lei brasileira determina que é preciso pelo menos 25% de cacau para o produto usar o nome de chocolate, mas o setor briga para que o mínimo volte a ser 35%. A matéria-prima da nova linha veio das cidades paraenses que mais produzem a amêndoa: Medicilândia, Tomé-Açu, Barcarena, Ilha do Combu e Tucumã.
No primeiro semestre, a indústria já havia lançado uma edição limitada com cinco barras de 400 g que evocam pontos turísticos de Belém, em comemoração aos 400 anos da cidade. Da pequena linha de produção semi-artesanal saem ainda chocolates de 40 g, 50 g e 5 g, além do tablete de cupuaçu. A Nayah tem capacidade de produzir 500 kg de chocolate por mês, mas ainda trabalha com 60% desse volume. “Nossa marca tem um compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, diz Luciana, que só trabalha com fornecedores locais.
O festival teve a participação também de cooperativa de bombonzeiras do Pará e expositores de outros Estados, como a Bahia. Um estande internacional chamou a atenção dos visitantes: Jorge Ferreira, dono da empresa portuguesa Meia Dúzia, apresentou suas geleias de frutas acondicionadas em bisnagas. O empresário planeja acrescentar ao portfólio dos seus produtos geleias produzidas com cupuaçu e outras frutas típicas brasileiras.
Neste ano, o Estado do Pará, que tem 160 mil hectares de área plantada de cacau, deve assumir a liderança do ranking nacional de produção da matéria-prima do chocolate, ultrapassando a Bahia, que teve quebra recorde de safra devido à seca. A estimativa é uma produção de 116 mil toneladas de cacau, um crescimento de 68% em 5 anos, ante a projeção de 105 mil toneladas da Bahia. A cacauicultura emprega 230 mil pessoas no Pará, segundo números da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).
Flor e joias - Simultaneamente ao festival de cacau, foi realizado no Hangar de Belém a 16ª Flor Pará, exposição de espécies cultivadas na Amazônia. Também foram apresentadas semijoias produzidas por designers e microempresários do Programa Polo Joalheiro do Pará. O evento teve ainda palestras, rodadas de negócios, workshops e oficinas de gastronomia.
POR ELIANE SILVA*, DE BELÉM (PA)* A jornalista viajou a convite do 4º Festival Internacional do Cacau e Chocolate.
Acessado em 30/09/2016. Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2016/09/festival-do-cacau-e-chocolate-de-belem-recebe-30-mil-pessoas.html

TECNOLOGIAS PARA PIMENTA-DO-REINO SÃO DIVULGADAS EM CASTANHAL E IGARAPÉ-AÇU.

Uma dezena de tecnologias recomendadas pela pesquisa para melhoria da cultura da pimenta-do-reino no Pará, maior produtor nacional da especiaria, serão estudadas e demonstradas em dois eventos promovidos pela Embrapa Amazônia Oriental no nordeste paraense esta semana. Aberto ao público, o dia de campo em Igarapé-açu acontecerá na manhã de sexta-feira (30) em área de produtor.
Já o curso focado na divulgação de boas práticas para a pipericultura ocorre em Castanhal nesta quarta e quinta (28 e 29), no Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFPA). Os esforços científicos que visam alavancar a cultura da pimenta-do-reino no Pará, além de aumentar a produtividade, consideram também minimizar um dos principais entraves da cultura: em decorrência principalmente de doenças, em especial a fusariose, a longevidade dos pimentais tem sido de apenas 5 a 6 anos, quando poderia ser o dobro desse tempo.
"O desafio é promover a adoção das práticas que, no seu conjunto, aumentem a longevidade das plantas, a produtividade e a qualidade da pimenta-do-reino, tornando o setor competitivo e à altura dos padrões internacionais, pois o Brasil é um dos principais exportadores do mundo", destaca o pesquisador da Embrapa Oriel Lemos, coordenador dos eventos de transferência de tecnologia para a pipericultura no Pará.
O Pará detém 90% da produção brasileira de pimenta-do-reino, com quase 23 mil hectares de área plantada e produção de 34 mil toneladas, sendo Igarapé-açu o segundo maior produtor estadual, de acordo com dados de março deste ano publicados no Relatório do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Estado do Pará.
Dos 144 municípios paraenses, 79 cultivam pimenta-do-reino, revela o mesmo relatório, indicando como maiores produtores Tomé-Açu (3.300 hectares de total de área plantada), Igarapé-açu (1.450 ha), Baião (1.380 ha), Capitão Poço (1.360 ha), Acará (1.300 ha), Mocajuba (1.100 ha) e Garrafão do Norte (1.050 ha). Em relação a 2015, o documento revela que houve aumento de quase 2 mil toneladas no total produzido no Pará, porém o rendimento médio atual ainda é de 2.174 quilogramas por hectare, conforme o documento.
Enquanto o dia de campo aberto à comunidade agrícola (agricultores, estudantes, técnicos, extensionistas, agente de crédito, associações, cooperativas) e demais interessados na visualização de tecnologias adotadas na cultura da pimenteira-do-reino, o treinamento é dirigido a técnicos e produtores para formação de multiplicadores (que vão compartilhar esse conhecimento com outros públicos).
No programa do treinamento constam explanações sobre solos (escolha de área, calagem, adubação e nutrição de plantas de pimenteira-do-reino), tutor vivo (em vez de estacas de madeira usa-se uma planta, a gliricídia), sistema de irrigação em pimenteira-do-reino, principais cultivares, produção de mudas e controle da fusariose com nim indiano (controle 100% em mudas), doenças causadas por fungos e vírus, insetos associados a cultivos de pimenteira-do-reino, colheita e beneficiamento, secagem e armazenamento.
Além do coordenador Oriel Lemos, outros instrutores da Embrapa ministram o treinamento: Sônia Maria Botelho, Antônio José Menezes, Marli Poltronieri, Simone Rodrigues, Ilmarina Menezes, Alessandra Boari e Walkymário Lemos. Pela Universidade Federal Rural da Amazônia, Joaquim Alves de Lima.
By Izabel Drulla Brandão

Acessado em 30/09/2016. Fonte: http://www.grupocultivar.com.br/noticias/tecnologias-para-pimenta-do-reino-sao-divulgadas-em-castanhal-e-igarape-acu-pa

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SELO DE RESPONSABILIDADE CULTURAL É ESTABELECIDO NO ESTADO DO PARÁ.

É instituído, no âmbito da Administração Pública Estadual, o Selo de Responsabilidade Cultural, por intermédio da Lei nº 8.385.
O selo será conferido a pessoas jurídicas, de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos, que comprovadamente apoiem o desenvolvimento de ações culturais direcionadas ao engrandecimento cultural do Pará.
Anualmente, a Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP) lançará Edital de Inscrição, estabelecendo critérios adotados para aferição do selo.
Terá validade de um ano, devendo os interessados na revalidação apresentar novo pedido de inscrição.
Os agraciados obterão o Selo de Responsabilidade Cultural em cerimônia oficial de reconhecimento de outorga.
Leia a íntegra da lei 8.385.
LEI Nº 8.385, DE 13 DE SETEMBRO DE 2016.
Dispõe sobre o Selo de Responsabilidade Cultural.
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ estatui e seu Presidente, nos termos do § 7º do art. 108 da Constituição do Estado do Pará promulga a seguinte Lei:
CAPÍTULO I - DA INSTITUIÇÃO DO SELO DE RESPONSABILIDADE CULTURAL
Art. 1° Fica instituído, no âmbito da Administração Pública Estadual, o Selo de Responsabilidade Cultural.
Art. 2° O Selo de Responsabilidade Cultural será conferido a pessoas jurídicas de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos, que comprovadamente apoiem o desenvolvimento de ações culturais direcionadas ao engrandecimento cultural do Estado do Pará.
Art. 3° O Selo de Responsabilidade Cultural terá validade de um ano, devendo o (s) interessado (s) em sua revalidação, apresentar novo pedido de inscrição.
CAPÍTULO II - DO PROCESSO DE SOLICITAÇÃO DO SELO DE RESPONSABILIDADE CULTURAL
Art. 4° Anualmente a Fundação Cultural do Estado do Pará lançará Edital de Inscrição estabelecendo os critérios adotados para a aferição do Selo.
Art. 5° As entidades candidatas ao Selo de Responsabilidade Cultural deverão obedecer aos seguintes critérios básicos:
I – estarem inscritas junto à Fazenda Federal (CNPJ);
II – estarem em situação de regularidade junto às Fazendas Públicas Federal, Estadual e Municipal;
III – estarem em situação regular para com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS;
IV – estarem em situação de adimplência perante o Instituto Nacional de Seguridade Nacional – INSS;
V – não se encontrarem em regime de concordata ou com falência requerida.
Parágrafo único. A empresa que possuir o Certificado de Incentivo Fiscal – CIF, expedido pela Secretaria de Estado da Fazenda, vigente por cumprimento do Decreto nº 847, de 08 de janeiro de 2004 e do Edital da Lei Semear – 6.572, de 08 de agosto de 2003, fica dispensado da documentação supracitada.
CAPÍTULO III – DA ANÁLISE DA SOLICITAÇÃO DO SELO DE RESPONSABILIDADE CULTURAL
Art. 6º As solicitações deverão ser encaminhadas à Fundação Cultural do Estado do Pará em formulários específicos, disponibilizados pela Secretaria no meio eletrônico adequado.
Art. 7º A comprovação material do apoio à cultura efetivamente prestado poderá ser requisitada ao solicitante durante o período de avaliação.
Art. 8º A Fundação Cultural do Estado do Pará, sempre que necessário, orientará os solicitantes na montagem do processo.
Art. 9º A Fundação Cultural do Estado do Pará, emitirá parecer sobre as solicitações, a ser publicado no Diário Oficial do Estado, para fins de manifestação dos interessados.
Art. 10. Decorridos trinta dias da publicação do parecer, o processo será encaminhado ao Conselho Estadual de Cultura – CEC, que o incluirá na pauta de julgamento de sua próxima reunião.
Art. 11. No caso de decisão favorável do Conselho Estadual de Cultura, o solicitante estará apto a receber o Selo de Responsabilidade Cultural.
Art. 12. O Presidente do Conselho Estadual de Cultura, procederá a publicação no Diário Oficial do Estado da ata de reunião do Conselho que decidiu pela outorga do Selo às entidades habilitadas.
CAPÍTULO IV - DAS VANTAGENS DECORRENTES DO SELO DE RESPONSABILIDADE CULTURAL
Art. 13. Os agraciados receberão o Selo de Responsabilidade Cultural em cerimônia oficial de reconhecimento de outorga.
Art. 14. A cada ano as entidades que obtiverem o Selo de Responsabilidade Cultural serão incluídas em placas que indicam os Parceiros da Cultura, a serem fixadas em prédios públicos de gestão da Secretaria de Estado de Cultura e da Fundação Cultural do Estado do Pará.
Art. 15. As entidades agraciadas com o Selo de Responsabilidade Cultural terão seus nomes divulgados no Diário Oficial do Estado, no site do Governo do Estado, da Secretaria de Estado de Cultura e da Fundação Cultural do Estado do Pará, e em campanhas publicitárias específicas.
Art. 16. As entidades agraciadas poderão, a seu critério, veicular o Selo de Responsabilidade Cultural em seus produtos, peças de comunicação, publicidade e propagandas, desde que observada a sua vigência.
Art. 17. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO CABANAGEM, GABINETE DA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ, EM 13 DE SETEMBRO DE 2016.
DEPUTADO MÁRCIO MIRANDA

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará