Uma dezena de tecnologias recomendadas pela pesquisa para
melhoria da cultura da pimenta-do-reino no Pará, maior produtor nacional da
especiaria, serão estudadas e demonstradas em dois eventos promovidos pela
Embrapa Amazônia Oriental no nordeste paraense esta semana. Aberto ao público,
o dia de campo em Igarapé-açu acontecerá na manhã de sexta-feira (30) em área
de produtor.
Já o curso focado na divulgação de boas práticas para a
pipericultura ocorre em Castanhal nesta quarta e quinta (28 e 29), no Instituto
Federal de Educação Tecnológica (IFPA). Os esforços científicos que visam
alavancar a cultura da pimenta-do-reino no Pará, além de aumentar a
produtividade, consideram também minimizar um dos principais entraves da
cultura: em decorrência principalmente de doenças, em especial a fusariose, a
longevidade dos pimentais tem sido de apenas 5 a 6 anos, quando poderia ser o
dobro desse tempo.
"O desafio é promover a adoção das práticas que, no seu
conjunto, aumentem a longevidade das plantas, a produtividade e a qualidade da
pimenta-do-reino, tornando o setor competitivo e à altura dos padrões
internacionais, pois o Brasil é um dos principais exportadores do mundo",
destaca o pesquisador da Embrapa Oriel Lemos, coordenador dos eventos de
transferência de tecnologia para a pipericultura no Pará.
O Pará detém 90% da produção brasileira de pimenta-do-reino,
com quase 23 mil hectares de área plantada e produção de 34 mil toneladas,
sendo Igarapé-açu o segundo maior produtor estadual, de acordo com dados de
março deste ano publicados no Relatório do Levantamento Sistemático da Produção
Agrícola do Estado do Pará.
Dos 144 municípios paraenses, 79 cultivam pimenta-do-reino,
revela o mesmo relatório, indicando como maiores produtores Tomé-Açu (3.300
hectares de total de área plantada), Igarapé-açu (1.450 ha), Baião (1.380 ha),
Capitão Poço (1.360 ha), Acará (1.300 ha), Mocajuba (1.100 ha) e Garrafão do
Norte (1.050 ha). Em relação a 2015, o documento revela que houve aumento de
quase 2 mil toneladas no total produzido no Pará, porém o rendimento médio
atual ainda é de 2.174 quilogramas por hectare, conforme o documento.
Enquanto o dia de campo aberto à comunidade agrícola
(agricultores, estudantes, técnicos, extensionistas, agente de crédito,
associações, cooperativas) e demais interessados na visualização de tecnologias
adotadas na cultura da pimenteira-do-reino, o treinamento é dirigido a técnicos
e produtores para formação de multiplicadores (que vão compartilhar esse
conhecimento com outros públicos).
No programa do treinamento constam explanações sobre solos
(escolha de área, calagem, adubação e nutrição de plantas de
pimenteira-do-reino), tutor vivo (em vez de estacas de madeira usa-se uma
planta, a gliricídia), sistema de irrigação em pimenteira-do-reino, principais
cultivares, produção de mudas e controle da fusariose com nim indiano (controle
100% em mudas), doenças causadas por fungos e vírus, insetos associados a
cultivos de pimenteira-do-reino, colheita e beneficiamento, secagem e
armazenamento.
Além do coordenador Oriel Lemos, outros instrutores da
Embrapa ministram o treinamento: Sônia Maria Botelho, Antônio José Menezes,
Marli Poltronieri, Simone Rodrigues, Ilmarina Menezes, Alessandra Boari e
Walkymário Lemos. Pela Universidade Federal Rural da Amazônia, Joaquim Alves de
Lima.
By Izabel Drulla Brandão
Acessado em 30/09/2016. Fonte:
http://www.grupocultivar.com.br/noticias/tecnologias-para-pimenta-do-reino-sao-divulgadas-em-castanhal-e-igarape-acu-pa
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